quinta-feira, 22 de agosto de 2013

SUBSTÂNCIA(SUBSTÂNCIA!) - glossário glossario verbete

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo!" )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço(paço!),
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância(substância!),
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

FUSÃO(FUSÃO!) - enciclopédia enciclopedia



O riacho corre na terra
e pé ante pé
lava pé
louva a pé
arrasta-pé
lambe pé
de oiti.( O outi
é raiz de ti.
Radícula).

O arroio Lambe-Pé
chora copiosamente ao sopé da montanha
e da montante à jusante
chora e rola no chão.
Menino traquinas!

Rio é choro no solo
choro alegre com cavaquinho,
puro...puá!
- Chuá! - diz a água
sem mágoa, mansa
- ansata cruz originária de manancial
que entra entranha adentro
sem ser estranha, estrangeira.
( Água é mansa mesmo em torrente bravia
- água é  Jesus em mansuetude de ovelha
ouvido o balido
nas écoglas dos poetas árcades,
conjurados, - mineiros
na corrida do ouro
tangendo pastorais
nas Minas Gerais
das gemas gerais,
do ouro preto,
bronco, branco ouro,
que doura e douro,
ouro recoberto pelo amarelo das minas
em seus filões
naufragados nos galeões
sob um mar de Espanha
sepultados em água
da terra de Minas Mineral : terra mineral,
que bebe e dá à sede
água mineral a beber;
Minas-terra dos organismos minerais,
em geoglifos nos vegetais, animais
e minerais que unifica
- no amor de terra e água.
Amor : fogo de fusão(fusão!),
faísca, lampejo,
fiat lux,
paixão, pathos, pacto no sangue,
na concepção que aqui se abre
em novo naipe filosófico. Tópico.
Minas do homem mineral,
solar : no céu abobadado, em arco,
na mão do arqueiro
e na terra radicada na abóbora,
nutriz do fruto da aboboreira
cuja cor corta a corda
do quão se pinta e sulca o desenho.
Cabeça de cavaleiro sem cabeça
- em terra!
Minas Mineral do homem solar e telúrico
em queda para o girassol
que bebe sol e devolve céu
- no carbono).


Peso o pé no que pesa a água
que pisa a torre inclinada de Pisa
- campanário ao pé d'água bravia.
Sopesa o tombadilho em fuga
para um surrealismo em luta
com o diabo dali
pesando no pesadelo Íncubos e Súcubos
entre espaços imensos
vigiados de torres solitárias
no espaço sem olhar algum
de dentro para fora:
espaço em obras de Giorgio De Chirico
que fere de solidão a reciprocidade.

À água e ao pé-d'água
acho o profeta
vestido de mariposa
aprestado para a revoada.

É um pé de água
deitado,
em amplexo amoroso-caudal com a terra.
- Sou eu em soro na orla ribeirinha.

O ribeirão é um homem em horizontalidade,
na fluência fluvial, fluminense,
no sono, no sonho, no sexo,
A chuva é outro ser humano
na verticalidade pluvial
em que embarca a barcarola.
O homem é o plano cartesiano
em pluviosidade
e vice-versa no horizonte fluvial para ribeiro:
um pote que bebe as dimensões
que a água toma.
O ser aquático-humano
meio peixe, metade homem,
no deus que encarna
em escamas na sereia.

A mulher é a cruz cartesiana,
crucífera
onde deita o homem
desde os primeiros vagidos
e mesmo antes, no ventre,
e após o apagar da aurora...
no movimento que sai do devir. 

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

CALEÇA(CALEÇA!) - enciclopédia enciclopedia etimo



Após a posse dela
A pose dela
Com guedelha de estrela
A coma negra da Berenice
A contrastar com a vela
Da vela de branco alvar
Do veleiro de muito uivar
Em negro mar
Ululante no lobo
Lupino na alcateia
Vegetal no lúpulo
Procedimentar
No processo da procela
Que encapela o mar
De Omã...
Ó mar!
Oh! Mar!
De Omã
E de Sargaços!

Depois dela
Meu mundo mudou
mundano
Para um pó amarelo
Empós as alvoradas
Que somente foram alvas
Para as malvas
Dela alumiar
A lua
Que luta louca
Com vaga-lume
Em flor amarela
na lanterna
luzerna
flora amarela
Plantada em barras
Ou em levas
Que levas
Ao levante
Pós-Violeta
Letal
Que em Farol
De Alexandria
Amarelecia
Na pia
Noite
De escolhos
Sem escolha
Colho.

Empós a bela
mariposa amarela
De alelos genes
Sem leme
Ou manche
Que brigue à bolina
na Mancha
do manchego
A aspirar
A ser
em presença de tempo
galopante
grimpante
em andante
Cavaleiro
Andante.
Avante!

Pós-ela
O  cosmos demudou
Em cosmético
Mirante e  em mutação
na blusa amarela
que ela vestira
como se fora
bula papal
para minha leitura
exegética em amarelo  floral
exibida em terra e água
plantado  êxul
êxule  em geoglifo
petroglifada
hieroglifada
transcrita
em regra prescrita
ínsita nas águas santas
do São Francisco
rio à montante
indo
E à jusante
rindo
do que rio
a fio d’água
E espio
A espiã
Que me ama
Com mama
E teta
Sem treta.
Êta!

Dos  olhos dela
Em minha lapela
Capela radiante
Ficou da catedral.

Sob o sol
nos olhos dela
a cosmologia veio me transladar
em teogonia
e a demudar a cor
do meu latim
tinto
Tinte
Vinte
Vezes
- com acinte,
Às vezes...
Outras vezes
Não!
- Senão vinte  vezes
Mais
Por vez
Na conta
Que se fez
Multiplica—vos
E crescer,
Florescer,
fenecer...

Sim ela
Senhora
Semblante
No céu
É senha
Para  cometa
Que colidiu
Coligiu
Corrigiu
 minha rota
 rota
 roto sapato
De tanto
Andar torto
Par tonto
Por tanto
Que eu cometa
loucura
sem par
Sem pá
Sem pé
Nem cabeça
Sem Pi radiano
Nem caleça(celeça!)
nem pó
- sem pó
Estando
extante
Sob sol
De deserto
De desertor
Do amor
extenso
de mar a mar
a amar o mar
de Omã
e abrasar
o golfo
de Omã
em golfadas
lufadas...
ó mãe!...
- de Omã!...

Sem ti
O t
Fica sem ter
Ser
No tempo
Aberto à perspectiva
Filosofante
De Dante
Em guarda no guante.
( Viandante
Dante
à sombra
Sonora
De Nietzsche
Sombrio
Sobranceiro...).
calecheab
 profeta oséias amós oseias amos isaías isaias jeremias jonas joel
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domingo, 14 de abril de 2013

ADEGA(ADEGA!) - wikcionário wikcionario

 A  educação no Brasil é velha de séculos e não tem contexto da terra e do povo que a habita. Grosso modo, não passa de arremedo grotesco, simiesco, da Europa. Por isso, dentre outras coisas, não é funcional ( é um analfabetismo funcional!), pois não é possível copiar impunemente a educação européia sem ficar desligado de um contexto real e se vincular a um contexto virtual, que não concerne à antiga Pindorama e à atual terra do pau-brasil, com o pau já sem brasa no Brás e no Bexiga e Barra Funda das três raças tristes, nos tristes trópicos de tristes tópicos, sem cavaleiros de tristes figuras. Bás, Bexiga e Barra Funda é um livro-jornal "stripper" da cultura brasileira, de autoria de de Alcântara Machado. Mamalucos erram por suas ruas tortas.
A educação européia tem teor filosófico, o peso esmagador, a gravidade, em todos os sentidos, desde o físico, ao químico nos genes, até o intelectual, - da filosofia grega, - filosofia  que anima a cultura européia e, concomitantemente, contamina a educação, que é, apenas e tão-somente, parte do cabedal cultural. E  assim como foi  com a alma, a cultura fundada na filosofia clássica da Hélade, foi o corpo de Roma, corpo da Europa velha, vetusta. Velho vinho em velhos odres de carvalho na adega(adega!).
O Brasil não tem qualquer contexto filosófico, é um país cuja cultura é praticamente popular, ou seja, fundada no pensamento mágico, ao revés do pensamento racionalista ou idealista dos eruditos filósofos e sábios europeus, que tem essa acervo cultural erudito na língua, na gramática, no berço, no cotidiano diálogo com Platão e Aristóteles, de forma consciente nas famílias e na escola que, antes, eram escol, ou casas de formação de filósofos peripatéticos ou epicureus. Coisa de berço.
O brasileiro comum, ou seja, a grande maioria, mesmo dentre os com educação superior, doutorados, não conhecem sequer a língua que falam e com a qual escrevem e lêem seu compêndios, os quais compulsam sem ter consciência do que estão a ler. Não têm propedêutica ou tradição oral e escrita para entendê-los; são, ante o frontispícios desses tratados rigorosamente filosóficos, meros analfabetos funcionais, que lêem as letras, decifram os signos, de forma sofrível, mas não podem compreendender ou apreender o significado e as sutilezas.
Gostam de se chamar analfabetos funcionais, conquanto os jornalistas digam isso de boca cheia para os outros e dão ao olvido que, inobstante, comem no mesmo prato, estão na mesma canoa furada e à deriva no oceano da ignorância e ignomínia superlativas. Que gente bárbara! Tártaros(Tártaros!).
A cultura é construída com a terra, os genes do povo e os acidentes e incidentes geográficos, sociais,políticos, culturais, enfim, com uma quantidade ilimitada de elementos que nos circundam ( as circunstâncias!) enquanto homens, mulheres, indivíduos e seres políticos. Não podemos tentar implantar na antiga Terra da Vera Cruz uma educação à  chinesa, por exemplo, porquanto a cultura chim  ( chamemo-la assim : chim (chim!)) é sado-masoquista e, portanto, não se coaduna como o temperamento e o caráter do brasileiro típico. O brasileiro típico é extrovertido, caro Jung, tendente a uma prática hedonista, - hedonismo sem perspectiva filosofante mínima, sem doutrina,  como sói ser com o europeu, cuja mola-mestra da cultura é a filosofia, suas doutrinas,  e uma práxis, que é o agir de modo e segundo a liberdade do pensamento filosófico, que não tem por fito escravizar ninguém, mas libertar o ser humano do jugo das crenças e das políticas, conquanto, na maioria das vezes não logre êxito algum, excepto quando os senhores da práxis são os próprios filósofos que agem como cínicos, epicureus, estóicos, etc.  A práxis, que é ato do filósofo sobre o mundo, comportamento, ética do filósofo no mundo político e natural, não se confunde com a prática, que um comportamento  vulgar, sem comprometimento, sem responsabilidade, sem engajamento, alheio ao homem e apegado á lógica que rege o momento existente, seja essa lógica a religião, tal qual na Idade Média ou o capitalismo atual ou ainda o comunismo da extinta União Soviética e outras formas de ditaduras douradas com palavras furtadas ao tesouro da língua de prata que se fala ou ao silêncio de ouro que se cala para não criar uma corrida do ouro de tolo ( o ouro é sempre para o tolo, para banhar o asno de ouro dos Apuleios que riem.
Aliás, a prática e o pragmatismo, que se distinguem, porquanto uma é atividade do homem para demudar o mundo social, político e material, enquanto  o pragmatismo é a atitude do pensamento sobre as coisas, para transformá-las (indústria). Ambos os comportamentos são próprias ao em geral, mas se destacaram sobremodo no homem situado na latitude da norte-América, que, outrossim, não pode se dar a luxo intelectual de uma práxis típica do homem situado no continente europeu, porquanto esta é um exercício social e político oriundo da filosofa que, também, não existe na norte-América, senão como culto ao europeu, idolatria à ciência e á tecnologia e não veio da espontaneidade do povo: rico veio, filão da Hélade. Daí a prática ser confundida com a práxis,  a confusão que se fazem com esses conceitos : um eminentemente filosófico : a concepção de práxis, no latim;  outro vulgar, próprio da espécie humana, mas que se caracterizou e teve ênfase social e econômica no capitalismo científico dos filhos de europeus que migraram para a norte-América, os  quais, destarte, americanizaram e monopolizaram, consagraram pelo uso o termo prática, ignorando a Ática e o que diz o latim com a palavra "práxis", que não se resume simploriamente, como se crê, em etimologia de prática. Práxis é expressão que dá voz a um termo greco-romano, que culmina no latim do macarrão e dos macarrônicos, mas é mais que isso, conquanto não o suspeite a gente simples do povo, nem os eruditos com títulos de títeres.
A prática vem da religião, mormente com os mórmons ( os santos dos últimos dias?), quakers e outros "protestantes", luteranos, calvinistas, anababistas, etc.; enfim, a prática veio das crenças amealhadas pela religião; com tais crenças estabelecidas pôs-se em movimento-vapor  o incipiente capitalismo, que, de fato, nasceu na Europa, na Revolução industrial, mas medrou com viço na América do Norte, suplantando a Europa, mesmo porque o europeu imigrante na América do Norte encontrou viço novo em terra nova. Terra da ciência que, para o capital, criou todo um aparato tecnológico e político para o capitalismo pós Era Revolução Industrial em polvorosa n'alma dos historiadores europeus do que ciência histórica, fato historial; foi mais uma historia para a Europa cansada de guerra, uma histeria historiológica-historiográfica crônica do europeu morto de sono e tédio, a bocejar intermitentemente,-  do que uma  realidade ou uma realização dos povos do velho continente!...
A educação  neste país, portanto, não tem vezo cultural e, portanto, é um adorno inútil para um povo que cultua a corrupção, a mentira e os orixás ( única cultura autêntica, genuína, mas, surpreendentemente desprezada enquanto expressão de religiosidade inata, cuja forma de expressão só encontra canal no carnaval brasileiro.
Não há como educar sabendo que somos dirigidos por celerados impunes.Os filósofos gregos que orientaram toda a cultura da Europa e da civilização ocidental eram respeitados pela sua virtude, seu caráter, sua fortaleza e temperança, antes de se verificar sua erudição, inteligência e sabedoria inatas!

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
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sábado, 23 de março de 2013

ART NOUVEAU(ART NOUVEAU!) - glossario glossário

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
Cassiopeia, minha  constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).

Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).

Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"(Art Nouveau!)
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão austríaca ou vienense).

Quem, Cassiopeia, achou um filão
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.

- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!

Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida,luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter  vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque  o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).

Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!

Você, Cassiopeia,
é uma constelação  suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos louco no poder
secular e regular).

Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar.

( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um  amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
-  um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será  nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpercata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente  uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
 uma experiência  a três com o filho...
a quatro mãos com  a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
 ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...

Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!

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