quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

MUTAÇÃO - verbete wikcionario wik dicionario dicionario verbete etimologia wikiquote wiksource

Retrato de autoria desconhecida.
Alguém na "Veja", revista "Veja", diz : ..."radicais de Obama"; dí-lo,
evidentemente, em sentido metafórico. Outros se referem aos radicais
islâmicos, fundados na doutrina do Corão (Alcorão), outros são prosélitos do
comunismo e socialismo ( proselitismo), teoria radicada na filosofia de Marx,
conquanto venha de outras raízes doutas. São os fundamentalistas,
enfim, todos eles oriundos doutrinariamente do pensamento-raiz bebido
numa doutrina ou em outrem. Raízes intelectuais, provenientes do
pensamento ou da inteligência transmitida por tradição oral ou
escrita.
Radicais de Obama são, de fato, naturalmente, aqueles seres humanos
provenientes de Obama, o presidente dos Estados Unidos da América do
Norte; ou seja : são os filhos de Obama e sua esposa, intitulada
"Primeira Dama". Isso "in natura" ou por código ( escrita ) genética.
Na raiz ( “dental”) da palavra "radical" está a própria palavra
"radical", ou "raiz", que aponta, no vegetal, no raso e no fundo do
vegetal, de erva a àrvore, de onde vem a planta, radicada sobre
montículo de terra, sua origem em terra (substância ).
Terra junta à raiz terra que ajunta.
O radical da palavra designa a raiz da planta ( raiz-plantar) ao
invés de apontar a semente, enfatizando, destarte, a vida no vegetal
fixo em terra, no momento, na presença do presente, tempo em ato.
O tempo em ato ( tempo-em-ato) difere radicalmente do tempo enquanto
fato ( tempo-em-fato).
Um, o tempo-em-ato é real-natural e o outro,
tempo-em-fato, é produto do imaginário : tempo para ficção, no
interlúdio do pensar.
No vegetal e na língua a palavra de ordem é raiz, para deslocar o que
está junto à terra, arraigada à vida, enquanto no homem, na
genealogia, a semente ( sémen) é a palavra priorizada : é o primeiro
radical notado e anotado : o primogénito e a instituição da
primogenitura, visando o futuro, um tempo ausente, só existente em
essência : em pensamento-imaginação; e outro tempo pretérito, outra
ausência temporal, outro pensar com fundo em memória, na semente do
patriarca, no caso bíblico.
O vocábulo "radical" se funda na raiz e não na semente, talvez porque
a raiz venha primeiro, seja notação primicial, convocando a força do
verbo, que matemática é um e na linguística é outro ( dois são os
verbos : uma para qualificar e outro para quantificar, planificar...:
um para dar voz à ciência aplicada do medico e do engenheiro e outro
para a fala do advogado e a escrita do poeta e do filósofo, que dão
voz a objectos-tempos diversos).
O radical no tempo matemático-geométrico difere do radical objecto de
linguística ou semiologia em tempo linguístico-gramatical, porquanto
contempla outros objectos no tempo, sendo, o tempo, em vida , ou
natural, um medidor-móvel universal de vida,quer seja em Eón , Eras
ou períodos geológicos, ou períodos na química ( em Tabela Periódica
dos elementos, que mostra o tempo de ser-existir de cada átomo, na
visão genial de Mendeleiev, sábio e gênio intelectual que criou toda
a lingugem para a química. Mendeleiev fez mais que Einsten ou tanto
quanto Newton ) ou no tempo do verbo, tempo lógico.
A raiz , no vegetal, dirige o olhar para o que está arraigado à terra,
de onde são providos os nutrientes que mantém a vida ou o vegetal, que
é a vida em ação : dependurada no tempo, no momento ( ou tempo real :
presente , único tempo natural, do ente, do ser, da coisa, do animal,
vegetal ou ser humano ).
O presente é o tempo de vida; os demais tempos são de morte ou do
nada, em nadidade ( tempo racional ou fictício : tempo-razão) e estão
encardidos nos objetos que o verbo colhe, porquanto o verbo é uma
forma de memória distorcida pela imaginação, que distorce ou curva, em
parábola, mas esse pode ser a única maneira que o "logos" ou lógica,
na palavra ou na outra forma gráfica da figura geométrica, pode fazer
para detectar e captar o objecto fugidio na vida em mutação perene, no
tempo em mutação constante, mas sem sem futuro ou pretérito quando em
ato ou em natureza, mas apenas enquanto no discurso que contrói a
memória e a imaginação : geometria com figuras simbólicas, desenhadas
sobre a substância e substrato da realidade ou natureza e significativas do
pensamento ou do ser nos signos ou em signos : fora do pensamento, no
mundo alienado em pensamento, que se fixa, para leitura e escritura,
em signos, carregados de símbolos e simbolismos).
Na gramática ( se prefere linguística!...filologia...semiologia....semiótica...)
radical é raiz da palavra, ou seja, o origem da palavra. Étimo, etimologia.
Radical livre ou radicais livres, no jargão da medicina e da saúde,
para a maioria das pessoas não diz o que é, no ser ( palavra,
pensamento) e na natureza enquanto química ou física e não apenas
objecto da química ( ciência ) ou da física ( ciência), ou seja, na
existência e não apenas na essência da ciência ( filosofia aplicada
desde os eleatas).
Radicais livres, na ciência terminológica de alguns, são elétrons ( electrões)
desemparelhados, na fraseologia de outros, radicais livres são
moléculas instáveis com número ímpar de elétrons (eletrões), ou seja, apresentam
desequilíbrio eléctrico-eletrônico, isso quando essa
ciência-nomeclatura ou terminológica, está voltada para o metabolismo
ou processos metabólicos ; enfim, quando o objeto focado é a
fisiologia, os radicais livres, em última instância, são os íons
soltos, dos elétrons desemparelhados, ou seja, entidades moleculares
livres no corpo humano, pervagantes, as quais tendem a formar
moléculas com os elétrons sem parelha..Constituem elétrons livres (
valência livre), com carga elétrica negativa ou positiva. Íons são
átomos que recebeu ou perdeu elétrons ( eletrões). Aliás, são elétrons
( electrões) que movem o mundo : elétrons ( eletrões) são
motores-mundi.
Quando orgânicos, os radicais livres, apresentam grupos carbónicos,
do carbono, que , no jargão ou terminologia da química são
carbocátions e carboânions. ( Na simbologia empreendida pela linguagem
da química tem seus desenhos o diagramas algo geométricos em fórmulas
algo aritmética-algébrica, fundada em equações literais.
Arrolam entre os radicais livres fungicidas, pesticidas, poluição e
outros factores externos que, por serem externos ao corpo, não são
radicais do corpo ( orgânicos-próprios e orgânicos-impróprios, fora do
corpo ou "in natura" no universo, que é o corpo ou o organismo extenso
em Gaya, Gaia, a deusa terra e o deus universo que a abraça e nos
abraça cósmica-cosmologicamente ) , quer dizer, em natureza e,
portanto, não se exprimem dentro do veio onomástico, mas, como na
licença da metafóra, que é uma licença poética, a palavra para
radicais livres que se referem a coisas exteriores ao corpo humano
cabe, no sentido em que a natureza é a grande raiz e o único radical
livre de onde viemos e onde pervagamos, caiba, seja cabivel, a locução de que o
eléctron (eletrão) e a raiz, no sentido vector natural, e a cultura, no sentido
etnológico, o berço, de onde se origina um corpo sócio-cultural, um
corpo-artefacto e artisticamente, filosoficamente, intelectualmente
construído pela cultura em conjunção com o indivíduo.São duas as
raízes : a física, arraigada aos cosmos, e a social com fundo na
cultura, seu radical-berço.

domingo, 29 de janeiro de 2012

DEUS GREGO - dicionario wik dicionario wikcionario etimimologia verberte etimo terminologia cientifica nomenclatura binomial wikiquote wiki


Garça branca desenhada contra o azul do céu
brando de nuvens brancas
retratada quadro a quadro
espaço a espaço
plano a plano
pela vida
- que é o pensamento
e ação natural
( O olho dá o ser
que dá a realidade
em retorno ao ser dado
através da linguagem dos olhos
em diálogo da natureza com o animal
observante-observado )

A graça voante-esvoaçante
a apagar a branquidão-cal ( escuridão para formatar tecido xadrez )
das nuvens em branco-tinta-tinto-tinte ( tinteiro inteiro )
no voo-mostra de que a vida quer ser eterna
- e anela por eternizar-se no indivíduo
porém a oxidação é lei
que proíbe Newton de pensar mais
ao "instilar" pena de morte
em corpo individual
- que malgrado sobrevive no corpo da espécie
( Mendeleiev com a Tabela Periódica dos Elementos
prova que o tempo existe
( Mendeleiev prova intelectualmente
o tempo físico e químico
ao exprimir demonstrativamente
a existência do tempo
nos diferentes "corpúsculos-partículas" atómicas
que se formam na sucessão do tempo
encadeados em períodos
e se alocam, "cristalizam-se" em matéria
num determinado espaço físico
após o surto energético
que cria e dispersa ou fulmina a matéria )
É o tempo no nicho de tempo denominado período
que separa um átomo de outro átomo
que cria ou suscita o primeiro átomo
e, ao suscitar o átomo primevo,
cria o tempo
que é uma função escrita em linguagem matemática-algébrica
para designar inúmeros movimentos
como o calor, o frio, o eletromagnetismo...
enfim as forças ou energias motivos do universo
- berçário do cosmos
O Tempo ou "período" de tempo
no qual o átomo de hidrogénio
se transmuta em átomo de hélio
sendo o hélio um átomo
que difere do hidrogénio
por um eléctron e um próton e um nêutron ( neutrões ) a mais
que o gás nobre ( átomo de hélio)
e se estratifica numa camada ou período
das camadas atômicas-eletrônicas atômicas
que abrigam os elétrons ( electrões ), prótons (protões) e nêutrons ( neutrões )
existindo espacialmente
num espaço-temporal
depois do espaço-tempo envolto no átomo do hidrogénio
geométrica-espacialmente desenhando em torno de matéria
( seu "corpo-corpúsculo" que fez os olhos
mas não o olhar à luz dos olhos )
ocupando outra faixa estratigráfica e real de espaço
circunvizinha ao período e local do átomo primacial de hidrogénio
que o tempo fabricou em outro estrato da sucessão das funções-energias
ao fazer o próximo e subsequente átomo
que dobra o primeiro na "torsão-punção" das energias sobre a matéria
que encurva em ângulos
senos, senóides girantes-gigantes-mirabolantes-ante-o-instante-de-pasmaceira-do-amante
utilizando e "otimizando" as discrepâncias de frio e calor
e todos os outros motores
tal qual se faz com a água
a pálida água a mudar de estado
ou de solidez-liquidez-vaporização do "corpo" maleável
fugindo de estado a estado
- do estado líquido
ao sólido e ao gasoso
consoante o bramido do tempo
a espocar em trovão ou luzir em raio ( radiação-radiciação )
e leve o leve "corpo" da água
a um espaço denominado "estado" da matéria
- estado esse que depende da temperatura
que tempera o tempo
com humidade e fogo...
O período fica
o átomo se desintegra
e a energia ou energias inteligíveis como tempo
na memória e na matemática
que imagina funções
e as põe em linguagem fictícia do tempo
que é o movimento em função das forças enredadas
- as energias ficam em cristal de matéria
que se dissolve em água
muda a forma da matéria
que vai na corrente de matéria-energia e energia-matéria
- vaivém que o pensamento humano vem a captar,
ó capitão de longo curso de física-química-matemática-geometria
que vai em captação de água
rio afora
mar adentro...
Na Escala de tempo Geológico,
o tempo de formação da terra,
em estratigrafia geológica,
a marca ou parâmetro para o movimento da crosta terrestre
é, antes das rochas estratificadas,
a vida a se espargir abundantemente sobre o planeta
nos períodos
porquanto o homem também vive envolto num período
com a matéria que as energias criaram
dando empuxo ao período
em que o ser humano é matéria cristalizada
- fito-zoo-mineral
na água que o plasma em forma ( paleozóico ser das palmeiras
e dos palmípedes a pé no "quá-quá"
onomatopeia de marreco e ganso para água
( em aquático e aquífero )
Outrossim o tempo é dividido
em geologia,
para fins de mensurar o tempo na ciência,
em escala geológica de tempo ;
a saber : éons eras períodos épocas e idades
Para mensurar o tempo em que a vida chega à rocha
graças à rocha magmática
e á rocha em estado de água mineral
que banha o mar vermelho no corpo enfiado
( mar interior ao escarlate
donde "late" o coração
em cor corrente carmesim sim
em eritrócitos hemácias hemoglobina trombina...
que são escolhos no mar adentro
mar adentro
- com arrecifes coralinos pelas Antilhas dos piratas
Na escala geológica de tempo estratificado em rochas sedimentares
o tempo conta período para a vida útil
ou a meia-vida de um átomo
de um homem
um animal
um fármaco.. :
o tempo tem como paradigma-parametrial a vida
do átomo ao homem
que pensa na vida
Assim os períodos focalizam a vida
o surgimento da vida
sempre em antropogênese bíblica
Após o período Paleógeno vem o neógeno ou Neogênico ( Neogéico )
no qual ocorre a expansão dos mamíferos
e o advento dos hominídeos
Outrossim, período, em linguagem cientifica,
nomeia a vida
tal qual a história "vive"
do antes e depois de Cristo
- o ressurreto
o que retornou à vida!
A primeira e maior medida de tempo em escala geológica é o éon
No éon Arqueano
a abordagem fere o tempo mais antigo, remoto
só atingido pelo raciocínio puro do intelecto humano ( "a priori" )
que faz do tempo uma máquina
( - a verdadeira máquina do tempo é o tempo! )
O eón Arqueano
contempla um tempo longínquo
anterior à vida biológica
( há outras formas de vida nas rochas
que não conceituamos como vida
Depende de abrir ou alargar a concepção de vida
sem ir ao metafórico-matemático-alquímico )
O segundo éon ( Éon ) foi o Proteozóico
e o derradeiro o Farenozóico
- tudo tempo com voz para dizer da vida
nos períodos em que se circunscreve a vida
- que é o mesmo que tempo-de-vida
ou tempo vital
na forma que o grego diz com "óico" ou "oidos" "eidos"
gregos gregários dizeres
que dão a ideia (forma, o entorno da matéria ) de vida animal
no "zoo" de "farenozoico"
A Tabela Periódica dos Elementos
exprime a "vida" ou a formação da vida
na formação dos átomos
no tempo que cava o espaço
no mover vital
- com o motor da vida
que tudo move ( tempo-calor-frio-humidade-seca...)
aproxima ( amor-paixão-imã-eletromagnetismo-conexão-ligação-covalente-iônica... )
e separa ( forças de repulsão-ódio-desprezo... )
O tempo se fecha em matéria
nos espaços que constrói com energia
mas continua fluindo
construindo e ruindo
rumo ao que denominamos futuro

Que a vida é eterna
ou para fluir eternamente
já vaticinaram os vates de todos os tempos
em todas as liras
com todas as iras
que a morte causa
( ocasiona?)

Ao menos no ser humana
a vida não veio para ser passageira
Basta ver a alegria de um menino
em algum dos cumes de sua infância
( que é toda uma culminância
e exuberância do ser! )
para se concluir
que a felicidade apregoada na Ética de Nicômaco
é uma miséria comparada
a mais simples e modesta expressão de alegria de um menino
à sombra ou ao sol-luar da infância
( essa estrela inteira!... intraduzível
ainda em linguagem de poesia
com laivos de equação agnóstica à Kant
que não equacionou em linguagem matemática-algébrica)

Todavia a vida
ou a natureza que da energia migra para a matéria
e vice-versa quando versa em universo
uníssono sono em tono ( toada trítono moda ária tónus...)
é trágico grego
- poeta cuja poesia
esmorece até achar a cor da morte
no coração que para
sem para-queda
para anjo torto ou reto
na geometria escolhida

Marconi que viajava já nas ondas senoidais do radio
desde pequenino cheio de graça
( da graça que Deus concede ao ateu
e a todo menino feliz
fechado no seu mundo exclusivo
cercado de proteção milimétrica
dos que o amam intensamente )
- neto de boticário
sobrinho de farmacêutico e médico proeminente em intelecto
e saber de ofício ( e de ofídio!
- que a serpente do paraíso edênico
é o anel que forma a farmácia ( Pharmacia )
no traje grego do "Pharmacon"
e se enrosca no ofício
do ofídio ao boticário
- todos à boca da noite da mamba negra
no xadrez material
do qual é tecido tempo e espaço
por dentro e por fora
do olho e da luz
e das trevas nos cabelos encaracolados
do belo exposto na mulher jovem e bela
cujas madeixas cobrem a pele da noite
trançam o renovo do espaço e tempo
em xadrez com cor
e sem cor
- para corpo
e coração )

Marconni, Marconi Freire Martins,
dileto amigo,

diletante em todas as artes e ciências
mestre e douto e erudito
faleceu sem atendimento médico
provavelmente no hospital
ou fundação hospitalar
que trazia no frontispício
o nome de seu tio médico
que fora uma lenda local
no exercício da medicina
( O mito "do" Esculápio
Asclépio
do deus grego Apolo
e do centauro Quíron
floresce assim
- é um assim sim-sempre-sempiterno
nas ervas que ficam esparsas ao largo
provando a vida
da qual provê aos muares equinos suínos lebres
herbívoros em geral
a qual, vida, no homem que carregamos em corpo e alma hostil ao pasto
à pastoral de Baudelaire,

saboreamos enquanto indivíduos
e enquanto vivos permanecemos
fora do coração do mito-rito
e do Buda em estado de nirvana
plácido
ao fundo da flor do lago em placidez de garça
parada à luz
refletindo e rebatendo o sol
no branco do olho do espectro
- no olho de Lúcifer
a cintilar noite e dia
no estofo xadrez do olho
que fabrica a visão
e o deus vivo
- na água corrente e queda
caída em anjo do azul precipitado
em chuva
de garças na volúpia das mariposas )

Contudo
pior que morte física-química-eletromagnética
que nos desliga da parte branca da luz do cosmos
é a vida que vivemos
- vivemos vidas alheias
sendo personagens de dramas dos outros
abrigando no cérebro ideias de outros pensadores e poetas
- outros que não nós
Acorrentados a doutrinas
não pensamos ao vivo
nem com coerência
- pois nossa cor
é roubada doutrinariamente pela ciência
- nossa cor é furta-cor lesada
pela ditadura das pesquisas
que nos aniquilam
enquanto seres pensantes
e sapientes
- sapientíssimos somos
mas não sabemos
ou nos enganam
acenando com cientistas
e outras autoridades
donas dos vários poderes
que nos fazem crer
ser três ( podres odres! )

Eis a tragédia que Ésquilo
Eurípedes ou Shakespeare ou Goethe
não registraram
em elegia sem dó maior

A comédia que Aristófanes não leu
nem tampouco escreveu Plauto
( hoje todos os Plauto's e Goethe's "vigentes"
enquanto autoridades reconhecidas por lei (" Dura lex!'...)
arrumam palcos de anfiteatro
na profissão de fé do sociólogo-aprendiz-de-feiticeiro-eternamente
ou médicos advogados engenheiros
inviáveis ao luar luarescente
ou quando luarescendo sem irisar
ou não-irisado em arco ou abóbada... :
A morte atual é metálica
- é metal que diametralmente acaba com a mente
Hoje a morte é mental
com menta e pimenta na encomenda
- da especiaria
( ou especialidade-cátara?!
Há outra heresia no catarismo atual
dos sempre santos
déspotas governantes
de todas as nações
nos proibindo por lei
- sempre marciais e bélicos?! ) )

A natureza espelhada no lago do menino bem-nascido
e na bela estampa da donzela em flor de miosótis trémulo
diz que a vida é eterna
e a morte melo dramática em demasia
para merecer um panegírico de Nietzsche
- o filósofo-filólogo trágico
( O filósofo é outro poeta trágico
com a tragédia narrada em ditirambos dionisíacos
sonhos apolíneos e faustianos...
- todo o surrealismo metafísico de Giorgio de Chirico
- o artista trágico
o poeta trágico em geometria e cores )

sábado, 28 de janeiro de 2012

GASCONHA - dicionario wik dicionario wikcionario etimologia verbete terminilogia cientifica nomenclatura binomial onomastica onomastico enciclopedia

Elanoides forficatus
Um gavião veio em veio de voo rasante
e com um grito rascante
furou-me um olho imaginário
( Explicitamente :
tenho olho imaginário
um olho redondo
no ciclope que sou
- Polifemo
e o turbilhonante Arges na titanomaquia... )

Mas o imaginário
poderia voar no real
nas costas do gavião-de-rabadilha branca ("Buteo leucorrous" )
rio Ródano Cantão de Valais
Basiléia-Campo

Outrossim uma mamba negra
poderia sair desse imaginário escondido
dentre as folhas
e entrar em minha casa
- longa
veloz e feroz
predadora
como come o olho imaginado
o gavião-pedrês ( "Asturina nitida")
que entrou na zona dos meus olhos
sonhadores no azul
e no escuro
- de Chirico!
nas diabruras das brancuras descobertas
em cada casa e telha
nas curvas que os olhos fazem
nos ângulos
que constroem cor
e preto e branco
que enxadrezam os olhos
- feitos nesse xadrez trançado
que Giorgio de Chirico olhou
e pôs o gavião-belo ("Busarellos nigricollis")
e o gavião-branco ("Leucopternis albicollis")
a fulgir nos olhos
de quem é pintor
e olha casas
e solidões abandonadas
aos fantasmas danados
- Danação!
nas torres que olha
- e olham
procurando a melancolia
e a solidão
irmanadas por toda parte
( Toda parte é uma solidão partida
- em solitude
de logradouros vazios...:
Estava Giorgio de Chirico só no mundo
ou se sentia assim
- que a solidão é
um sentido desenvolvido pelo homem
ao mirar a solitude
na casa branca pintada
entre as sombras
sob a asa do gavião-bombachina
e dentro da boca
- da mamba negra )

O gavião subindo no ar
a rodopiar
em roda-pião
rodopiando
rodopiante
para espiralar
que ar e água
desenham a conduta do movimento
em equação para-espiral
( Turbilhonante redemoinho
- de vento!
que há os de água...
e os incognoscíveis )

Gavião em vôo rascante
- rascante "grasnido"
pôs me o bico no olho
e a língua nos batavos... :
nos batavos!
- batavos remanescentes em língua, etnia...:
genética-memética!!!...
( Nos Queruscos
- em língua perdida pela Gasconha
no período bárbaro
historiado na "tabela periódica" da historiografia...)

domingo, 15 de janeiro de 2012

VESTAL ( etimologia vestal etimologia vestal dicionario vestal dicionario wikcionario vestal )


Alice no país das maravilhas
é leitura para crianças
gênios natos
e sábios inatos
( crianças são gênios
e sábios congênitos
sem erudição alguma )
Tirante estes supramencionados
o resto da população
não tem o poder intelectual para ler o livro
porquanto analfabetos em ciências da vida
- ciências congênitas
ocultas para a alma
e do espírito soprado à arcanjo seráfico no pai de Assis
daquelas pobre almas piedosas ou ímpias
forjadas na fábricas de estultos em massa
- falida no direito das corporações empresariais
( A maior parte das pessoas
cursou doutorado e mestrado em estupidez
no decurso da existência chinfrim
que levam avante
banalizando tudo o que tocam
( Midas-antípodas ou antitéticos,
vacinas sintetizadas...:
mas não anti-tétano-tetânica-rábica-varíola-hepatite-febre-sarampo-(timerosal)-mercúrio-apóstata-apostasia-hidrocarbonetos...
- sim anti-tutano-antígeno-imunidade-virologia-viral-profilaxia-hemofílico-hemofilia-éter-etílico-sulfúrico-luminífero-(função)...
anti-antílope-órix-(Oryx gazella)-gnu-gemsbok-camurça (cor couro)-bege-vexilologia-vexillum-vexila-heráldica-arminho-veiro...
anti-Antipas-lisonja-blau-argente-argante-arjante-sinopla-vert-esmalte-brasão-jalde-azure-blau-gules-vermilião-purpure-sable...
anti-tísico-histamínico-duiker-cefalófos-prostalglandina-córtex-medula-adrenal-quimiotaxia-gradiente-ciclo-oxigenase-enzima...
anti-albino-retículo-endoplasmático-organela-eucarionte-esquizonte-esquizóide-indolente-estóico-cínico-transtorno-transtornado...
anti-alpino-idiossincrático-empolado-absorto-fantasia-autocêntrico-articulado-compulsivo-altruísmo-misantropo-impermeável...
Anti-heresiarca?-assertivo-erotomania-voyeurismo-apelativo-autista-indolência-anorgasmia-inibição-excitação-coito-tabu-alusão...
Anti-tergiversar-Dâmocles-síndrome de Asperger-introspecção-anedonia-embotamento-afetivo-carpir-carpideira-sachar-sacho...
anti-etimologia-etimológico-logico-eurística-estardalhaço-heurística-diatribe-exegese-hermenêutica-dialética-simonia-sibarita...
pro-pez-mineral-betume-piche-bitumine-diatomito-porosa-absortente-sílica-frústulas-estratificado-precipitação-rocha-sedimentar...
pro-ativo-atica-acido-acidulado-alcalino-ph-espículas-vírus-viral-espongiárias-plepômeros-fotosfera-carbonato-porífera-esclerócito-ceres-vestal-saturno-parusia... )
- mormente os pernósticos
que se julgam eruditos
quando o que fazem
é apenas se locupletar
amealhando bens
cargos e encargos
em sua peregrinação pelo ilícito
com a alma toda cheia de penas
de pavão
no carnaval do arlequim de Joan Miró
e Pablo Ruiz Picasso
mas sem o lirismo infantil comovente
tocante
do arlequim
no olhar de Pablo Picasso
pintando o azul
e o rosa
em fase profícua
- com proficiencia
em sinfonia-sintonia com Joan Miró
- catalão à cata de vento no cata-vento
da rua dos cata-ventos
do poeta Mário de Miranda Quintana
que parodia a poesia do dia
e do dia-a-dia em fuga do tempo
- em contraponto heurístico )
As maiores autoridades em Alice
- Alice em "Wonderland"
são crianças ou poetas inequescíveis
( Crianças são poetas inesquecíveis!
que ficam nos fitando
por trás da luz da fotografia
assim como os poetas
( Mário Quintana! )
que nos acenam em versos
- já sem a vida em poesia
porquanto quem punha alma no verso
era o homem que vivia
a poesia em luz cintilante
na alva peregrina
e na noite no nanômetro imaginário
a mensurar o quase nada
nu no niilismo
Quem enchia do ar que faz a alma
passada por escrito no verso
era a mulher
a viúva da casa amarela do outono tonal
em Tom Jobim
maestro da poesia simples
com as pombas de Jesus
a revoar no campanário...
Ai! Dindi!...)

Por outro lado
os seres humanos que mais conhecem e sabem da sociedade
são os eruditos
os sábios que levam a vida da criança no berço da alma sã-sanfranciscana
do capuchinho
do carrapicho
dos filósofos e poetas
dos artista que conhecem Picasso
intimamente
em cada pincelada
- naqueles sábios eruditos
profusa e profundamente versados em simbologia
ciência cujo objeto
está firmado no amplexo do símbolo com o signo
( e não meramente no símbolo
como pensa o simplório
a menoscabar o simples
que pensa a pomba
em simples tatalar de asas
não-deltas pitagóricas ou senis
mas com asas na simplicidade de Jesus
e São Francisco que não era hera de Assis
- Assis era que era hera de São Francisco herbóreo
herborescente na barra que a alva cava na treva não incipiente )

No amplexo amoroso
de símbolo e signo
vem à luz de vaga-lume
obras da inteligencia natural
( gênios da natureza são isso
real e simbolicamente )
à poesia de Hesíodo
à geometria euclidiana
à ontologia grega
à fenomenologia
à ética e a noética
à dianóia
à política pensada em Platão geômetra...
- o infinito matemático posto no ser da álgebra
que esquadrinha a natureza
por ideia
nada eleata
filósofo
nada jônico
mar
Aqueles que morreram na infância
que abortaram a própria criança
em si melódico-pausado no interlúdio de Chopin ao piano de cauda
longa como a Cabeleira da Berenice
nos cabelos longos e negros-betume das trevas encaracoladas noturnas
- aqueles que abandonaram a criança maravilhada por tudo!
- a criança criada em si
por si ( bemol maior e menor
e não para as ditaduras sociais!
que se movem no âmbito estrito do direito
- e dos direitos humanos-poéticos-ilógicos em picos utópicos...)
Ah! a criança...
em si musical de musa
que esses-aqueles! supracitados
deram ao olvido
"estes" míseros seres liquidados
perderam a beleza
( o bonde da beleza e da historieta de Julieta
mesmo sem Romeu
que a cale ou lhe calhe à cotovia )
- "esses-estes-aqueles" entes desafortunados
perderam ou embotaram
o senso do belo
e concomitantemente
o contato
- o conhecimento da possibilidade da verdade
posta pelo ser interno
no mundo externo
e no universo subjetivo
pois o ser é um jato
que se lança de dentro para fora
e retorna voando para dentro
trazendo passageiros
até na cauda
na fuselagem
e nas turbinas sonoras
ultra-sônicas...
que traz a sapiência
e tempera a têmpera da existência mais pesada
do diletante
do voluntarioso
do temerário...
- Oh! aqueles pobres-diabos!...
( dos quais fui um
entre a plebe ignara! )
no vai e vem frenético
ansioso vaivém
no entra-e-sai dos botecos-becos
bebericam o fel e o mel
com o fito de esquecer a criança
lúdica
em folguedos livres dentro deles
formando um belo dia-noite
xadrez à gelosia
onde Alice
está escrita
na literatura
ao espelho
com batom...





sábado, 14 de janeiro de 2012

BOB DYLAN ( wikiquote bob dylan wikiquote bob dylan wikiquote)


Pervagar por pervagar
pervaga o vaga-lume
pervagante
pertinaz em seu lume
Lucífero
luciferino
difundindo em si musical
na sua pauta-partitura
um pouco da luz do anjo
- de Lúcifer
o homem decaído no pó
para banquete dos gusano
que se contorcem em frenesi
parecendo dançar um balé
de Tchaikovsky
no lago dos cisnes
no canto do cisne
ou de Stravinsky
no Petruska
( "Petrushka,
Petrouchka Ballet Russian" )

Pervagando vai
o viandante
à sombra de Nietzsche
à sombra intermitente da amoreira em flor
- dos pessegueiros folheados a ouro-sol
da asa da perdiz
que não diz
o que canta
no que encanta
( - como encanta!
uma balada de amor
em língua inglesa
para quem ouve
The Beatles
Bob Dylan ( wikiqote Bob Dylan wikiquote )
Românticos de Cuba...
e fala-escuta-escreve-lê
tem inteligencia
extensa-delimitado em língua de português
encapelado no mar de caravela Cabrália
vascaína
no luso difuso pelo idioma
de Camões e Pessoa
Drummond e Bandeira
Baudelaire Byron Bob Dylan em wikiquote ( Bob Dylan-wikiquote- Bob Dylan wikiquote
num tipo de dança de São Guido ...)

enfim, a poesia ( o poema )
na música sem-fim
e quase nua em letra
hiper-vocal nos instrumentos para musicólogos
ou com signos vocálicos
desbravados-destecidos
ou re-tecidos histologicamente
e historialmente
em senóides no ar
- de tecitura energética
codificada em "língua-linguagem" geométrica-matemática-eletromagnética
torneando-toureando a matéria táureo-táurea
que nada em parco significado
arrastando o ouvir ao ouvido insulado na paixão de Bach
- Paixão de Cristo! nos evangelhos velhos-escaravelho
segundo São Mateus
- Paixão"pathos" em Baco e Eros
Pacto-"pathos"
paixão de Vênus
- venérea paixão
Veneranda e venerável
na vela em estrela-cefeida padrão
que tange o banjo do amor
nas cordas de um violino de ar
( vários Stradivarius tocam o ar
- vários Stradivarius de Stravinsky-Petrushka
blindados com armadura de clave
assim como vários oboés
dão a tonalidade cromática do é
no ar desenhado-balouçante
assentados no mar-ar em ondas senoidais
onde navega o navio das musas... )
- a poesia
o poética em literatura-filosofia cantante
cantarolando
diz mais que as palavras
( todas-tolas-de-touca-na-toca-
tosca-da-tosse
que tosse-tosse-tosse em crise aguda )
e faz o amor
ser mais belo
do que é
- faz do amor
o senso do belo
- um ser
sem verbo
sem Parmênides de Eléia, Elea,
o eleata,
sem Zeno, Zenão, Zenon
outro eleata de escol
de Eléia, Elea
- da escola Eleática de filosofia grega
gregária
( A melodia em idioma ininteligível
faz o amor diluir o belo
erodir a beleza
fora do antro da poesia
que é um teatro e anfiteatro de essências
em sintonia fina com as resinas vegetais
deliquescentes no sistema nervoso vegetativo
autónomo como a vida
livre de pensamentos que não sejam livres
e consequentemente próprios
idênticos ao ser pensante
e pensado
os quais se identificam
e contradizem-se mutuamente
na síntese posta em ser
entre a tese e a antítese
da dialética de Zeno, o eleata )
O amor e a poesia
jamais podem ser inteligidos
porquanto não cabem
no rasto do sapato
que esparge-espago-aspargo pelo chão pisado
pisoteado de ervas daninhas
toda a inteligencia herbícola
- O amor e a paixão efervescente-evanescente
guarda o mistério
sob o véu de Ísis
- a bela Aletheia
com outra nome de Margarida-Goethe
em flor à beira do Rubicão
por onde atravessou César
a cavaleiro de um Apocalipse
caduciforme nas folhas literárias
candente-cadente-incandescente
beligerante centauro
bárbaro sagitário
constelado-consternado a nado do nada
em signo e constelação zodiacal )

Canta
decanta
a decana ave ...
que prediz a perdiz
Por quê perdiz?
Por quê se diz perdiz?!
Vamos perquirir com perspicácia
de acácia
pensante
no sistema nervoso autônomo
que vegeta a vida
- a vegetativa vida
em sistema difuso
perfazendo um périplo
sem sair da terra
onde se agarra
com raízes-mãos
radicais-mães
e radicais livres
( a vida e a morte
estão em preto e branco
no xadrez que deformam
entre os radicais livres
e a farmacopéia
que conspurca o corpo
o todo orgânico
organístico
orgástico
orgiástico
bacante
ó sibila
pitonisa )

Pervagante o vagabundo
pervaga
imundo
pelo mundo fora
errante
errabundo
pervasivo
- perfilado personagem :
um dos arlequins
do teatro social capitalista
niilista
- sem niilismo
no seu ser livre das peias doutrinárias
do niilismo
doutrina de niilistas de azul-céu-chapéu-ao-léu
de madame-cor-rosa
na alva alvissareira
alaranjada
pelo liame intersticial
do espectro
que cobre de cobre o espelho
e especula
a tese do eleata
jactante )

( Ah! o belo na música
- na musa
é mais belo que o amor
porquanto o belo
é que é belo
e não o amor
ou a paixão sinistra
de Romeu e Julieta
- a minha paixão avassaladora
que conjuga
- Eu e um miosótis!...:
querendo dançar
ambos loucos e bêbados
em Baco
Dioniso
Eros e Psiquê
- de Canova
que faz do amor
o belo
que o amor
não é na realidade
mas apenas no ser
em ser ( em-ser )
- idealidade
geometria de Platão-Euclides
desenhada no ar
sem ar
para pulmão-fole respirar
no azul-miosótis de si
musical na sanfona e no pistão
dois arcanjos no sopro
- sopro-substrato à língua-linguagem da música
- em Musa
mitológica ( mitocondrial?!)
e real ( mitocôndria?!)
natural ( em sistema de acordes)
que não inspira o ser
nem tampouco o não-ser
que é a outra porção do ser
negado e positivado
na doutrina do eleata Parmênides
- paradoxo em Zeno
com dialética
dieta seleta
para o regime da razão
do filosofo eleata
poder ler o cosmo
em cosmologia posto :
neste ser
entre o logos
que é lógica
e o véu da aletheia
que vela a face de Ísis
- da deusa energia
sexual-basal
a pervagar em Psiquê
na psiquê do homem
- este amor em promontório
ilha
arquipélago
Galápagos )

Há uma questão
que envolve o ser e a palavra
ou a voz
o vocábulo
na música
na matemática
na filosofia
e na ciência
que muda a existência
para o lado de dentro do homem
conquanto continue a existir
o universo lá fora
em reverso
do verso
e do anverso
tecidos
numa espécie de histologia
bordejando essência e existência
num liame
com linha reta
e curva de relação
e função matemático-mitocondrial
Por isso a música
com poucos signos
para o intelecto
mas eivada de símbolos
e sinais "diacríticos"
para a sensibilidade
da sensitiva que vegeta
em tudo o que alaga
e é "terra" no humano
assim como a matemática
e outras ciências e arte de essência
( arraigadas na essência do homem
qual erva daninha na terra maninha
em perene prospecção de água no pó
que a ribeira deixou geologicamente
escrita no "álveo abandonado" )
deixa como ser
que é algo transmutado
pela indústria mental do homem
em pausa do silencio pensante
filosofante
- posicionado na poesia
( o belo em ato )
que pervade a matemática
com outra língua-linguagem
que devassa
o ato de amar
no verbo e na carne

Oh! pervaga!
pervagante vaga-lume
vagabundo lúcido
anjo nas trevas
- luciferante

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

PATÉTICA ( wikcionario wik dicionario patetica wik dicionario onomastico)


Naquela casa ficou escrito
um pedaço de mim
em cada canto
- de Dante ( Alighieri)
o poeta
que teceu
a teia de aranha
da poesia ali
plantada
folheada...:
Na folha nascida
na folha caída
na folha puída
na asa branca do anjo bom
e na asa negra do anjo mau
- o sal
o salitre
da terra verde
roxa nas flores
nas ervas daninhas
salvando a terra maninha
da derrocada
da folha rota
outonada
oitavada
outonal
tonal
atonal
pentatônica
modal
modal-Debussy
com armadura de clave
- patética sinfonia!...
de Tchaikovsky

Ai! a folha rota
na rota da penumbra
escrita na minha face
apagada
no pé
na pegada
do pó
que o vento lá
varreu
violando
violeta...
Vou
no que voa
a erva no vento
em cheiro
no canteiro
inteiro
do herbolário
da casa
que casa
o passo
passado
com a passada
compassada
do ocaso
na folha
de outono
com sono
amarelo
escrito
na folha
que fora
verde
gafanhoto
- em Chagall
violinista verde
rústico
rude
rupestre
rufando
na fricção
do vento
- eólica
energia
que sopra
a alma
na narina
do homem
- oboé
de anjo
arcanjo
serafim
do mundo
sem fim
sim
- sem
mim
não!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ESSÊNCIA ( wikcionario wiki wik dicionario filosofico cientifico houaiss) )


Não confio em instituições (nem cofio, de confiar para averbar...) ; instituições são, basicamente, fundamentalmente, regras interpostas entre seres humanos, que, com a interposição referida, se transformam : de seres humanos em pessoas ("personas" ), os quais são atores sociais: engenheiros, saltimbancos, religiosos, políticos, professores, poetas, filósofos, arlequins, etc. : pessoas que são e pessoas que não são, no ser do ser e no não-ser do não ou do nada, ao léu do eleata Parmênides, de Eléia, Zenon ( Zeno ou Zenão de Eléia, Elea, outro eleata, filósofo ou pensador da escola Eleática. Criaturas grimpantes do pensamento universal). Postulado?
As instituições, ou regras, ou norma, quando em conjunto de regras, são, essencialmente, o liame interposto entre seres humanos que, por esse meio, se modificam e, de seres naturais, se transmutam em entes sociais, culturais, mediados pelas instituições ou as regras que constituem essas instituições, enfim, as instituições são, basicamente, essencialmente, constituídas de regras que as rege e rege aos subordinados à essas entidades; a saber : regem os seres humanos que delas dependem, nelas "subsumidos" efetivamente ou pelo efeito do direito na lei ( direito posto ou em ato com a carga pesada das obrigações (direito das obrigações aos "trabalhos forçados" não pelo direito penal, mas sutilmente, pelo direito civil, via contratos, nos quais somente um lado tem voz ativa e o outro lado voz passiva ( a voz passiva dos necessitados, dos carentes, que não tem outro jeito senão se alienarem ou alienar sua força de trabalho à instituições sob pena de não sobreviver, se não o fizerem ).
As instituições são regidas ( e regem homens submissos, vencidos e "vincendos", nos nascituros entesourados no ventre) pelo sistema de regras, ao qual podemos denominar de norma, quando muitas são as regras e estão sistematizadas numa doutrina coerente.
Há muitas gramáticas pensando e funcionando em todo esse complexo : a gramática da língua é uma e o direito ou ordenamento jurídico é outro, dentre o infinito matemático exposto à mente laboriosa, curiosa, ávida de saber.
Existem inúmeros desses sistemas binários, ternários, quaternários, etc., funcionando nas forças alienadas das instituições, que tomam a força do homem e a aplica tecnicamente e intelectualmente.Coexistem gramáticas para a música, a dança, o teatro, a ética, o traquejo social, a etiqueta, a poesia, a ciência, enfim, são regras universais que pervagam por todo o sistema do pensamento, ocultos nos desejos dos sistemas nervoso central, sistema nervoso autônomo e somático.
A filosofia concebeu todas essas gramáticas : o ordenamento jurídico e a gramática nada mais são que aplicações da filosofia.
As regras, originárias dos princípios filosóficos, ou da razão pura, como diria Kant, são interpostas para mitigar o conflito dos seres humanos ( Rousseau, Hobbes) , primeiro transmutando-os, por essa indústria de regras, em pessoas de direito, quer seja "fictas", no caso das pessoas jurídicas, ou naturais, ou culturais : os seres humanos no seu papel social de padre, político, cientista, zelador, juiz, bandido, psiquiatra, sócio, empresário, papa, presidente da república, etc. são entes culturais e naturais a um só tempo, na confusão do papel social com os ditames naturais em fisiologia e anatomia que, outrossim, de certa forma, são ditados e esculpidos pela política ( a vida do homem, enquanto ser cultural, é mais política que a dos animais, em quantidade e qualidade de política.
Todo ator ou atriz social, bem como os escritores das peças teatrais ou poemas épicos, trágicos, dramáticos, cômicos ou dos romances do direito, peças teatrais sociais, urbanas, enquanto ciência e política ( ciência política ou geopolítica, pois o direito é também isso, mas sem se debruçar sobre o objecto exclusivo da geopolítica) é uma arte e uma ciência aplicada, sendo que a própria ciência não passa, em última instancia, de uma aplicação da filosofia, que já vem substantivada e adjetivada, subjetivada e objetivada ( sujeito e objeto; enfim, os predicados e respectivos sujeitos do discurso são os mesmos entes pensados pela filosofia maior de Aristóteles : Metafísica ) na gramática e ordenada eticamente no direito e nos costumes tradicionais, mantidos na tradição oral.
As pessoas jurídicas, por seu turno, são pessoas representadas por outras pessoas : pessoas de pessoas ou representações de representações, assim como o é o Estado, pessoa jurídica de Direito Público, as empresas, pessoas jurídicas de Direito privado.
Aliás, a ciência é uma só, o que mudam são seus abjectos, os quais são geometrizados em conceitos de ser ou figuras. O ser põe as ideias ou concepções em signos : palavras, frase, orações ou em símbolos : figuras geométricos. Figuras geométricas são também símbolos e sinais naturais abocanhados pela cultura.
O ser dá o "logos", a palavra (escrita), o vocábulo (voz), que servem ao estudo abstrato em signos, debaixo de sinos, os quais, por sua parte, abrigam símbolos em seu subsolo onde está assente o significado. As figuras dão ou delimitam as formas espaciais e, com isso, abrem "espaço" à concepção intelectual de tempo : ideia pura, sem forma ou conteúdo fora da mente
( na existência ), pura essência.

O famigerado "Contrato Social" é baseado em regras, que, jungidas num sistema, constituem a norma , a qual rege a cultura e a sociedade. As regras, que a todos escraviza, paradoxalmente a todos liberta enquanto escraviza : liberta o homem do jugo de outrem e de seus governantes, possibilitando a democracia, sonho azul do poeta e do filósofo.
A democracia e o direito são belas poesias, porém não belas realidades : apenas uma ideia utópica da parte da filosofia que guarda a poesia, mas sem essa utopia, nem idealismo, não haveria sociedade, democracia, liberdade de todos ou da maioria ( ou possibilidade dessa liberdade) e nem homem, pois a essência do homem está assente na liberdade individual e coletiva.
O direito leva à democracia.